quarta-feira, 13 de maio de 2009

Chove


Garoa. Sente fina nos cabelos.
Despenca religiosamente do céu, quanto mais deseja que pare.
Já viu assim tempestade, anunciada em luz e trovões.
Conhece-as barulhenta e lenta.

Sobre o guarda-chuva escorregou, anatomicamente.
Parou no chão e se alastrou em forma d'água,
como nunca havia sido tão sem forma. Tão fácil como chuva.
Como é bom chover sobre nós.

Respingou no vidro, em gotas inodoras.
Exasperando como é molhada.

Sei que às vezes prefere tempo bom,
mas também sei o quanto lava tua alma.

Em São Paulo garoa, com a chegada da frente fria.

Um comentário:

Eduardo Bittencourt disse...
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