domingo, 17 de agosto de 2008

Vice-verso, vide-verso

a noite me acorda ou me segura
em meio a estímulos pouco atraentes e atrapalhamentos de ordem física
sobre a capacidade de amar, a fissura, a falta, o trabalho, minha imagem
fico presa, em espiral, de dentro pra fora de fora pra dentro
tenho sonhos de lembranças com desejos
às vezes pesadelo, às vezes presença
a idéia no futuro não me deixa dormir
e a do passado não me deixa acordar
a obsessão angustia
e a impossibilidade de tê-la é enfadonho
o dia-noite, claro-escuro
faz da vida clarão na escuridão e vice-versa
o cinza é a mistura do preto com branco
reivindicação: deixei espaços, entrelinhas, que não foram respitadas na edição, coloque-as onde achar melhor.

Um comentário:

Anônimo disse...

máquina de poesia
no melhor sentido
daquelas de escrever
que não sabemos muito bem o quê

importa sim
se apagar
deixa borrar!

tutádemais.
bises e amour